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12 de nov de 2009

SELVA DE PEDRA


" Esforço-me
Para não perder a sensibilidade.
Não perder a leveza do ser.
Com dificuldade procuro respirar,
Em meio a gigantes de concreto,
Que aqui, diariamente se proliferam.
Homens e máquinas,
Passando como um rolo compressor,
No pouco que ainda há do "nosso" verde,
Matando aos poucos, nosso tão sofrido pulmão.
Encontro-me perplexo,
Diante o descaso das autoridades.
Da galopante indiferença entre seres humanos.
Luto e reluto, nesta terra, que de terra nada tem.
Um "espaço"
Cada vez mais robótico, frio e insensível.
Vou tentando sobreviver, entre pedras e concretos,
Nesta gélida Selva de Pedra...
Chamada São Paulo "

=- Bruno de Paula -=

ABRIGO

" Somente tua pele,
Me aquece, neste frio interior.
Teu corpo ... Como abrigo,
Me conforta "

=- Bruno de Paula -=