
" Poço vazio ... seco secura.
Nada no fundo.
Foi-se a vida ... (água)
Perdeu-se as esperanças.
De joelhos,
Pedindo com fé,
Implorando aos Santos
O milagre da chuva
Para a sua sede matar.
Mas nada lhe chega,
Além do sol escaldante,
Da fome,
Da terra ardente,
Da pele e da alma,
Enrugadas pelo sofrimento.
A seca sem descansar,
Segue devorando
O que respira ao seu redor.
Esquecido e órfão de Pátria,
Ninguém se importa,
Com a realidade do sertão
Com a vida do "Seu Sebastião"
Com o corpo
Sem uma gota d'água,
Nega ao nordestino
Seu último pedido.
O de uma lágrima,
Seus lábios tocar.
Com o corpo repousado no chão
E as mãos elevadas aos céus
Solta um breve sussurro,
Pedindo compaixão ... "
Querido amigo, lindo poema, retratando a realidade do sertão, mas o sertanejo nunca desiste, sempre acreditando que a chuva virá. Tenha um lindo final de semana. Beijocas
ResponderExcluirBusco lindas estrelas lá no céu,
ResponderExcluirNo céu de manto escuro, sem luar,
E o firmamento, em calmo e suave véu,
Mostra miríades delas a brilhar
J.Udine
Feliz Domingo...Beijos meus! M@ria
Linda e justa homenagem à esse povo tão sofrido!
ResponderExcluirPoesia de intensa emoção!
beijo carioca
OI BRUNO... CONCORDO COM O COMENTÁRIO DA MARILU... LINDO POEMA... SABEMOS QUE A QUESTÃO DA ÁGUA DOCE, HOJE É MUNDIAL... PRECISAMOS PRESERVAR COM CERTEZA... A NATUREZA SÓ RESPONDE ÀS NOSSAS AÇÕES... PARABÉNS!!!
ResponderExcluir