
" Sempre me terás sem tocar.
Vulto que da noite sou,
Me sentirás como teu,
Apenas nos teus sonhos.
Sou dos caminhos exautos
De não serem percorridos
Por medo da escuridão.
Sou raro em vestes brancas.
Me verás partindo,
Sem um sinônimo de adeus.
Não sou deste mundo
Nem pertenço a nenhum deus.
Me deixarás ...
Quando a noite cruzar
O vulto da tua sombra.
Com o lamento do meu olhar
Vendo-te despertar ... "
"Toda despedida é dor... tão doce todavia, que eu te diria boa noite até que amanhecesse o dia."
ResponderExcluirWilliam Shakespeare
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, mas que precisa também sair de dentro da gente. É preciso aprender a lidar com as dores, pois estas vão entrando sem dó, sem pedir licença... Arrebatam o coração, dilaceram a alma...vêm e vão... ficam no nosso coração como tatuagens, marcas eternas...
Lindo poeta!... sensível... melancólico... obrigada... beijinhos